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Descobrir
o filhote certo não precisa ser um dos
grandes mistérios da vida, depende da seriedade
com que pensamos em adotar um novo membro da família.
Você quer muito um cão? Não
muito? Moderadamente? Demasiadamente?
Para
as pessoas do tipo “não muito”,
nossa recomendação seria optar pela
espera e decidir se realmente tem vontade para
se dedicar a um cão.
Para
os “moderadamente”, recomendamos visitar,
além de canis, alguns gatis e criadores
de hamsters, coelhos, pássaros, e só
tomar a decisão quando alcançarem
o grau “muito” (pelo menos), em qualquer
uma das opções de animal.
Para
os “muito”, o correto é definir
a raça que melhor se adapta às suas
condições de vida.
Para
os “demasiadamente”, que são
os indivíduos que estão determinados
a achar e conviver (e quem sabe até criar)
com um supercão, a nossa recomendação
é prudência! E é com estes
predestinados que vamos falar!
Prudência
na procura de um criador sério e consciencioso,
um criador que oriente, que lhe dê assistência,
que acompanhe a evolução do filhote
e que seja prestativo e paciente com os novatos.
(Essas são as qualificações
que tornam um criador sério, consciencioso
e credenciado.)
Um
criador sério começa sociabilizar
os filhotes tão logo abram os olhos e passa
sua fórmula de ação para
o novo proprietário. A Dra. Marion Diamond,
da Universidade da Califórnia, EUA, tem
experimentos feitos com o córtex cerebral
de ratos de laboratório muito jovens.
Esses
estudos comprovam que o córtex cerebral
tem um crescimento maior quando os animais são
intelectualmente motivados desde cedo. Dois estudos
recentes com humanos oferecem evidências:
através de ressonância magnética,
percebeu-se que o cérebro foi moldado por
meio de prática e repetição.
O
hospital Beth Israel tem estudos científicos
que provam que a área do córtex
cerebral chamada planem temporalis é exatamente
igual nos dois lados nas pessoas que não
são músicas; porém, nos músicos,
o lado esquerdo do córtex é consideravelmente
maior. Nos violinistas que começaram seus
estudos antes dos 12 anos este córtex é
ainda maior.
Baseado
nestas pesquisas, o criador de Pointer Alemão
de pêlo curto, Lance Casper começa
a socializar os filhotes a partir de três
ou quatro semanas de vida.
A
formula é simples: o filhote é suavemente
restrito (basta usar as mãos), a ração
é oferecida, ele ouve o comando “Senta!
Fica!”, é solto e tem acesso à
ração. Repetindo esta atitude quatro
vezes ao dia, por ocasião da alimentação,
ele aprende o comando em três ou quatro
dias. O estímulo do treino é sempre
positivo, jamais usando força ou castigo.
Mesmo a palavra “Não!” é
evitada.
Para
a repreensão, Casper diz “Aah-aah-aah”.
O filhote presta atenção, pois o
som cadenciado lembra o grunhido ou rosnar da
mãe.
Com
paciência, pequenos truques e orientação
competente, um filhote está sociabilizado
entre oito e doze semanas, diz Casper.
Se
o novo proprietário continuar essa linha
de trabalho, desafiando e motivando o cérebro
jovem do filhote, ele tem quase garantido um supercão!
Isto é válido para qualquer raça,
pois se as conexões dos neurônios
não são anuladas, recebendo estímulos
constantes, o cérebro poderá alcançar
maior potencial genético, e assim teremos
um animal que nos dará prazer em conviver,
esperto, obediente e inteligente. |