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Displasia
é o nome que damos a uma má-formação
óssea da articulação coxo-femural,
ou seja, uma deficiência no encaixe do fêmur
ao osso da bacia.
É uma doença muito comum em cães
de porte médio e grande e hoje é
cada vez mais diagnosticada em cães de
porte pequeno também.
A displasia pode ser:
· hereditária,
ou seja, fruto de uma pré-disposição
familiar/genética, sendo transmitida de
pais para filhos;
· adquirida,
quando o cão sofre deficiências nutricionais
ou ainda quando recebe excesso de nutrientes na
alimentação ou mesmo pratica exercícios
de forma errada ou exagerada, ou mesmo quando
cresce forçando as articulações
devido ao piso do local em que circula ser escorregadio.
A displasia tende a provocar muita dor na articulação
atingida, porém, mesmo cães que
têm a doença podem não manifestar
nenhum sintoma, como mancar ou chorar ao fazer
exercícios.
Sabemos que, com a idade, a diminuição
do tônus muscular e a frouxidão dos
ligamentos, tendem a aumentar a dor e às
vezes, quando o processo está muito adiantado,
o cão não consegue mais andar ou
mesmo ficar em pé.
Diagnóstico
e Tratamento
A única forma possível de avaliação
da doença é através do Raio-X.
Especialmente porque muitos cães têm
a doença mas não manifestam seus
sintomas, é recomendável que todos
os adultos de raças predispostas façam
o exame.
Para que a avaliação seja feita
corretamente, durante o exame o animal precisa
estar sedado e corretamente posicionado de barriga
para cima e com as patas posteriores extendidas
para trás. Só assim a articulação
ficará totalmente visível e será
possível perceber as anomalias e medir
com precisão os ângulos de encaixe
entre o fêmur e o osso da bacia.
Todo cão, ao fazer o Raio-X oficial será
identificado através da tatuagem na parte
interna da orelha ou com microchip, assim como
sua respectiva chapa, que terá um laudo
executado por um veterinário credenciado
para esse exame.
As
formas mais comuns de avaliação
são:
HD- A normal
HD +- B quase normal
HD+ C displasia leve
HD++ D displasia moderada
HD+++ E displasia grave |
Os
cães classificados como 'A' e 'B"
são considerados totalmente aptos à
reprodução. Já os cães
com classificação 'C', poderão
ser usados, mas com cautela e desde que acasalados
com parceiros com classificação
'A'.
Cães com classificação 'D'
ou 'E' NUNCA devem ser utilizados na reprodução
e deverão ter acompanhamento veterinário
constante para evitar maiores conseqüências
do desenvolvimento da doença no futuro
do cão.
Gostaríamos de deixar claro que,
ao comprar um filhote, é MUITO importante
que se conheça o laudo de displasia dos
pais. Essa informação pode reduzir
muito a chance de seu cão apresentar displasia
quando adulto. No entanto, convém ressaltar
que o laudo dos pais NÃO
ANULA totalmente a possibilidade de um
cão apresentar problemas futuros, uma vez
que sabemos que cães de raças com
pré-disposição à displasia
podem apresentar sintomas da doença mesmo
que tenha vindo de uma 'família' devidamente
controlada pelo criador.
Fonte: http://www.dogtimes.com.br
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