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DICAS
Seus filhos puxam o rabo dos cachorros?
Dez regras de ouro para a segurança da criança

1. O cachorro defende instintivamente as orelhas e o nariz, pois esses dois sentidos (audição e olfato) são os que lhe garantem a sobrevivência: faça com que a criança não o atormente ali.

2. A criança puxa o rabo do cachorro? Proiba! Para o cachorro, o rabo e um apêndice útil; serve para se exprimir na linguagem gestual, é como timão quando caminha. Quando se puxa seu rabo, isso o limita na sua faculdade expressiva e no movimento.

3. Nunca “cair em cima” dos ombros de um cachorro. Fazendo uma surpresa: eles não gostam de ser tocados por quem não vêem.

4. Nunca deixe que a criança sopre no focinho dele: poderia ser interpretado como um sinal de superioridade, não apreciado pelo cachorro adulto (no grupo selvagem, o chefe bufa nos focinhos de seus súditos).

5. Encarar um cachorro significa que você o está desafiando e leva à uma rixa: impeça que a criança faça isso.

6. Se a criança brinca com o cachorro, mesmo filhote, usando um bastão, não deixe: o cachorro vai se sentir ameaçado.

7. O cachorro que come não deve ser perturbado, nem quando filhote: um gesto de criança, mesmo involuntário, poderia fazer com que o animal tivesse medo de perder a comida (nutrir-se e uma necessidade primária e ele poderia defender o prato); para evitar riscos, nunca deixe a criança sozinha com o cão nessa situação.

8. Deve-se ensinar a criança a falar com o cachorro adulto ou filhote, com voz baixa e calma: a audição de seu amigo e muito sensível e gritar perto da orelha provoca um mal-estar insuportável pra ele.

9. O cachorro tem uma memória comparável a do elefante: um cheiro, um ruído, um som leve bastam para que eles se lembrem de momentos felizes ou tristes da infância. Ele lembrará de ofensas recebidas enquanto filhote e, quando crescido, pode afastar com métodos convenientes e desagradáveis o autor dos maus-tratos.

10. Um filhote que sucede um outro cachorro, mesmo da mesma raça, pode ser parecido, mas nunca igual: terá um caráter próprio, respostas originais e comportamentos diferentes a estímulos externos, com uma linguagem completamente particular.

Fonte: Mario Perrone