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1.
O cachorro defende instintivamente as orelhas
e o nariz, pois esses dois sentidos (audição
e olfato) são os que lhe garantem a sobrevivência:
faça com que a criança não
o atormente ali.
2.
A criança puxa o rabo do cachorro? Proiba!
Para o cachorro, o rabo e um apêndice útil;
serve para se exprimir na linguagem gestual, é
como timão quando caminha. Quando se puxa
seu rabo, isso o limita na sua faculdade expressiva
e no movimento.
3.
Nunca “cair em cima” dos ombros de
um cachorro. Fazendo uma surpresa: eles não
gostam de ser tocados por quem não vêem.
4.
Nunca deixe que a criança sopre no focinho
dele: poderia ser interpretado como um sinal de
superioridade, não apreciado pelo cachorro
adulto (no grupo selvagem, o chefe bufa nos focinhos
de seus súditos).
5.
Encarar um cachorro significa que você o
está desafiando e leva à uma rixa:
impeça que a criança faça
isso.
6.
Se a criança brinca com o cachorro, mesmo
filhote, usando um bastão, não deixe:
o cachorro vai se sentir ameaçado.
7.
O cachorro que come não deve ser perturbado,
nem quando filhote: um gesto de criança,
mesmo involuntário, poderia fazer com que
o animal tivesse medo de perder a comida (nutrir-se
e uma necessidade primária e ele poderia
defender o prato); para evitar riscos, nunca deixe
a criança sozinha com o cão nessa
situação.
8.
Deve-se ensinar a criança a falar com o
cachorro adulto ou filhote, com voz baixa e calma:
a audição de seu amigo e muito sensível
e gritar perto da orelha provoca um mal-estar
insuportável pra ele.
9.
O cachorro tem uma memória comparável
a do elefante: um cheiro, um ruído, um
som leve bastam para que eles se lembrem de momentos
felizes ou tristes da infância. Ele lembrará
de ofensas recebidas enquanto filhote e, quando
crescido, pode afastar com métodos convenientes
e desagradáveis o autor dos maus-tratos.
10.
Um filhote que sucede um outro cachorro, mesmo
da mesma raça, pode ser parecido, mas nunca
igual: terá um caráter próprio,
respostas originais e comportamentos diferentes
a estímulos externos, com uma linguagem
completamente particular.
Fonte:
Mario Perrone |